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Tireoide: O que é, Distúrbios e Sintomas

A tireoide é bem mais importante do que você imagina.

Problemas no seu funcionamento podem gerar manifestações que você sequer desconfie sobre a origem.

Mudanças de humor, estresse, alterações no peso e desânimo são alguns dos sinais que o corpo dá para dizer que algo relacionado à tireoide não vai bem.

E o momento é de alerta ligado, pois as anomalias dessa glândula estão cada vez mais comuns, principalmente entre as mulheres.

Se você ainda não conhece os principais distúrbios da tireoide, continue a leitura deste artigo para entender um pouco mais sobre essa glândula tão importante para o nosso organismo.

 

O que é a tireoide?

tireoide o que e

A tireoide é uma glândula, com formato de borboleta, localizada na parte anterior do pescoço. Ele existe para regular as funções de órgãos importantes, como o cérebro, o coração, o fígado e os rins.

Talvez você estranhe como uma glândula tão pequena pode influenciar de tal forma no corpo humano, mas há uma explicação para isso.

O que acontece é que a tireoide produz os hormônios T3 (triiodotironina) e T4 (tetraiodotironina ou tiroxina), que são responsáveis por garantir o equilíbrio do organismo.

Interessante, não é mesmo?

Mas, na verdade, ela nem é tão pequena assim.

Considerada como uma das maiores glândulas do corpo humano, já que pode chegar a até 25 gramas em um adulto, a tireoide está diretamente ligada ao crescimento e desenvolvimento de crianças.

Também exerce importante papel nas adolescentes quanto à regulação dos ciclos menstruais.

Em todos esses grupos, ainda atua no peso, na memória, na fertilidade, na concentração, no humor e no controle emocional.

É por tudo o que a tireoide representa que devemos ficar atentos a qualquer distúrbio que possa atingir a glândula.

Ainda neste artigo, vamos trazer mais detalhes sobre eles.

 

Hormônios da tireoide

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Como já destacado, a tireoide é responsável por produzir diferentes hormônios.

Entre eles, o tiroxina, também conhecido como tetraiodotironina (possui quatro átomos de iodo em sua molécula, cuja sigla é T4) e o hormônio triiodotironina (possui três átomos de iodo em sua molécula, cuja sigla é T3).

Esses dois hormônios ajudam o nosso organismo a manter o ritmo cardíaco, a pressão sanguínea, o tônus muscular e até mesmo as funções sexuais.

Eles ainda atuam no consumo de oxigênio pelos órgãos, intensificando a respiração celular e liberando calor no corpo.

Como dá para perceber, são extremamente importantes. Por outro lado, não devem ser produzidos em excesso, nem de forma insuficiente.

Essa talvez seja uma das maiores curiosidades sobre a glândula.

Quando a tireoide passa a produzir uma quantidade excessiva de hormônios, é possível dizer que a pessoa está com hipertireoidismo.

Nessa situação, ela pode apresentar tremores, fraqueza, nervosismo, temperatura corporal elevada, irritabilidade, perda de peso, suor intenso e pressão alta.

Em casos mais graves, o indivíduo apresenta aumento da glândula (bócio) e exoftalmia (olhos esbugalhados).

Já quando a glândula passa a não funcionar adequadamente, produzindo quantidades insuficientes de hormônios, a pessoa pode ter hipotireoidismo.

É a condição oposta ao hipertireoidismo.

Nesse caso, a manifestação pode incluir sonolência, apatia, lentidão dos movimentos, ganho de peso, temperatura corporal e frequência cardíaca baixas, inchaço de algumas partes do corpo e pele ressecada.

Tudo isso acontece quando há uma desordem na glândula.

Para que ela consiga produzir os hormônios, é preciso que haja átomos de iodo.

A falta deles provoca um aumento da tireoide, também chamado bócio endêmico ou bócio carencial.

E tem ainda mais um hormônio produzido por ela, a calcitonina, porém em quantidades bem inferiores.

Esse, por sua vez, auxilia na diminuição da quantidade de cálcio no sangue.

Também atua em conjunto com o hormônio produzido pelas glândulas paratireoides, na administração dos níveis normais de cálcio no sangue.

 

O que são distúrbios da tireoide?

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Os distúrbios da tireoide são condições que afetam essa glândula tão importante na regulação de vários processos metabólicos do corpo.

Quando a tireoide não funciona corretamente, pode liberar hormônios em excesso ou em quantidade insuficiente.

Em ambos os casos, o volume da glândula aumenta, o que é chamado de bócio.

E o corpo não deixa passar despercebido, é claro.

Mais à frente, vamos falar dos sintomas de distúrbios da tireoide.

Antes, porém, é válido saber que qualquer pessoa está sujeita a esses problemas, mas que eles são fáceis de serem diagnosticados.

Existem quatro tipos principais de distúrbios da tireoide, que são os seguintes:

  • Hipertireoidismo (excesso de hormônio da tireoide)
  • Hipotireoidismo (redução de hormônio da tireoide)
  • Nódulos e bócio benignos da tireoide (não cancerígena)
  • Câncer da tireoide.

Podemos dizer que esses são os principais, já que há vários outros.

A lista de distúrbios da tireoide traz ainda:

  • Bócio congênito
  • Bócio nodular tóxico
  • Carcinoma anaplásico da tireoide
  • Carcinoma da tireoide medular
  • Carcinoma papilar da tireoide
  • Neoplasia endócrina múltipla (MEN) II
  • Tireoidite silenciosa (sem dor)
  • Tireoidite subaguda
  • Tireoidite crônica ou autoimune (doença de Hashimoto).

Câncer de tireoide

Entre todos os distúrbios da tireoide, inegavelmente, este é o que desperta maiores preocupações.

E não faltam razões para isso.

O Brasil possui uma das maiores taxas de câncer de tireoide do mundo.

Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), a estimativa para 2018 é de 8.040 novos casos de câncer de tireoide no sexo feminino e 1.570 para o sexo masculino no país.

Apesar de ser considerado relativamente raro, esse tipo de câncer atinge mais as mulheres (cerca de 2% a 5% entre os 25 e 65 anos de idade) do que os homens (menos de 2%).

Excetuando os tumores de pele não melanoma, o câncer de tireoide nas mulheres é o quinto mais frequente nas regiões Sudeste (9,75/100 mil) e Nordeste (7,55/100 mil). Já nos homens, ele ocupa a 12ª posição na região Nordeste (1,76/100 mil).

Somente 10% dos nódulos na tireoide são malignos. Além disso, a maioria possui crescimento lento.

 

Sintomas de distúrbios na tireoide

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Quando há uma desordem na produção de hormônios pela glândula tireoide, o corpo envia sinais.

Dependendo do tipo de distúrbio apresentado pelo indivíduo, ele pode apresentar sintomas variados e bem diferentes.

Vamos entender um pouco mais sobre isso.

 

Hipertireoidismo

No hipertireoidismo, quando ocorre a produção excessiva dos hormônios da tireoide (T3 e T4), o indivíduo pode apresentar em sua forma mais suave fraqueza ou sensação de desconforto.

É aquele desânimo, falta de vontade de fazer qualquer coisa e cansaço.

São as manifestações mais comuns, embora não se possa assegurar que vão ocorrer em todos os casos.

Por outro lado, se o hipertireoidismo for mais grave, a doença passa a preocupar, sobretudo as mulheres.

A condição pode afetar a gestação ou a fertilidade feminina e até mesmo levar à morte.

Entre os principais sintomas podemos destacar os seguintes:

  • Nervosismo, ansiedade e irritação
  • Mãos trêmulas e com suor excessivo
  • Olhar fixo
  • Protusão dos olhos com ou sem visão dupla
  • Perda de peso perceptível
  • Alterações no período menstrual
  • Aumento da probabilidade de aborto
  • Queda de cabelo e/ou fraqueza do couro cabeludo
  • Rápido crescimento das unhas, com tendência à descamação
  • Fraqueza nos músculos, especialmente nos braços e coxas
  • Intestino solto
  • Aceleração dos batimentos cardíacos acima de 100 por minuto, também conhecida como taquicardia
  • Irregularidade no ritmo cardíaco, principalmente em pacientes com mais de 60 anos
  • Intolerância a temperaturas muito altas e probabilidade de aumento do suor
  • Perda acelerada de cálcio dos ossos com aumento do risco de osteoporose e fraturas.

Hipotireoidismo

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Os nomes são parecidos, mas não se confunda, pois estamos falando de um distúrbio totalmente diferente, caracterizado pela insuficiência de hormônios – e não pelo excesso.

Da mesma maneira como acontece no hipertireoidismo, um paciente com hipotireoidismo apresenta aumento de volume da glândula tireoide, porém com uma queda na produção dos hormônios T3 e T4.

Apesar de ser mais comum nas mulheres, a condição pode acometer indivíduos independentemente de idade ou gênero.

Entre os sintomas mais comuns do hipotireoidismo estão os seguintes:

  • Menstruação irregular
  • Diminuição da memória
  • Cansaço excessivo
  • Sonolência excessiva
  • Ganho de peso
  • Depressão
  • Desaceleração dos batimentos cardíacos
  • Intestino preso
  • Dores musculares
  • Pele seca
  • Queda de cabelo
  • Aumento do colesterol no sangue.

Nódulos benignos ou malignos (Câncer de tireoide)

Agora, vamos destacar de que forma o câncer de tireoide costuma se manifestar.

Entre os principais sintomas do aparecimento de nódulos estão:

  • Alteração da mobilidade da glândula à deglutição
  • Deformidades na região cervical, especialmente na região da tireoide
  • Sintomas de hipertireoidismo ou hipotireoidismo de início inesperado.

Por ser uma doença muitas vezes silenciosa, é preciso estar sempre em dia com os exames de rotina da dosagem dos hormônios tireoidianos e TSH (Hormônio Estimulante da Tireoide, do inglês thyroid-stimulating hormone).

Quais testes e exames mais comuns

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Se você observar com atenção a lista de sintomas dos distúrbios da tireoide, vai perceber que muitos deles são comuns a uma série de doenças.

Obviamente, isso dificulta o diagnóstico, ao menos em uma avaliação clínica inicial.

Para detectar se o paciente possui algum distúrbio na tireoide, o médico pode realizar exames físicos e também especializados.

É aí que a identificação de uma doença envolvendo a glândula se torna mais simples.

Veja que exames são esses:

  • Exames de sangue para medir os níveis de hormônios tireoidianos e TSH
  • Exames de imagem para investigar a presença de nódulos na tireoide e o tamanho deles
  • Biópsia e punção aspirativa através de uma agulha fina
  • Cintilografia de tireoide.

Dependendo dos resultados, o indivíduo é encaminhado para o tratamento imediato.

No próximo tópico, você vai conhecer a abordagem médica para os casos de distúrbio na glândula tireoide.

 

Principais tratamentos para distúrbios na tireoide

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Como não poderia deixar de ser, o tratamento para os distúrbios na tireoide varia bastante.

Abaixo vamos trazer detalhes e exemplos sobre cada um deles.

 

Hipertireoidismo

São vários os tipos de tratamentos para o hipertireoidismo, que dependem da gravidade dos sintomas e também da causa da doença.

Alguns exemplos de terapias incluem:

  • Medicamentos antitireoidianos: esses remédios diminuem a quantidade de hormônio produzido pela tireoide.

A droga mais usada é o metimazol, mas, para as mulheres grávidas ou lactantes, o propiltiouracil (PTU) pode ser a escolha médica.

É importante destacar que ambas as drogas controlam, mas não curam o hipertireoidismo

  • Ingestão de iodo radioativo: apesar de curar o problema da tireoide, esse tratamento, geralmente, leva à sua destruição permanente.

Os pacientes submetidos a essa terapia provavelmente precisarão tomar comprimidos de hormônio tireoideanos para o resto de sua vida para conseguir manter os níveis hormonais normais.

 

Hipotireoidismo

O tratamento considerado padrão para o hipotireoidismo envolve o uso diário de medicação oral, a levotiroxina (versão sintética do hormônio T4).

Sua escolha tem por objetivo restaurar os níveis hormonais adequados, revertendo os sintomas.

Quanto a perspectivas, é possível verificar os primeiros resultados dentro de uma a duas semanas após o seu início

Esse remédio também ajuda a reverter o eventual ganho de peso e reduzir os níveis de colesterol.

Para determinar a dose exata de levotiroxina, o médico geralmente verifica o nível de TSH.

Essa é uma medida importante, uma vez que quantidades excessivas de hormônio podem causar alguns efeitos colaterais, como insônia, aumento do apetite, tremores e palpitações cardíacas.

Pacientes com doença arterial coronariana ou hipotireoidismo grave devem iniciar o tratamento com uma quantidade menor de medicação e aumentar gradualmente a dosagem.

Diante de tudo isso, só resta dizer o óbvio: é preciso sempre consultar um especialista antes de iniciar o tratamento medicamentoso.

Câncer de tireoide

Apesar da gravidade da doença, o tratamento do câncer de tireoide costuma ser bem-sucedido, na grande maioria das vezes.

Ele inclui terapia hormonal, iodo radioativo, cirurgia, radioterapia e, em alguns casos, quimioterapia.

Somente após o paciente realizar todos os exames é que o médico irá definir o tratamento adequado para cada caso.

Essa definição depende do tamanho do tumor e da sua agressividade.

Qual médico é indicado para examinar a tireoide?

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O médico responsável por acompanhar e tratar os distúrbios das glândulas endócrinas (órgãos que liberam hormônios responsáveis pelo equilíbrio do nosso organismo) é o endocrinologista.

Sendo assim, caso você note algum caroço na base do pescoço ou tenha algum sintoma relacionado às disfunções mencionadas acima, agende uma consulta com um especialista.

Se você é uma pessoa precavida e costuma visitar o clínico geral com frequência, desordens na glândula são facilmente identificadas em exames de sangue de rotina.

 

Mitos e Verdades sobre os Distúrbios da Tireoide

É muito comum que os pacientes tenham dúvidas relacionadas a distúrbios da tireoide.

Para esclarecer alguns mitos e verdades, listamos algumas das perguntas mais frequentes.

Confira!

1. O hipotireoidismo engorda?

MITO.

Não é bem assim que acontece.

Apesar de o ganho de peso ser um dos sintomas do hipotireoidismo, existem pacientes que não possuem essa queixa.

Porém, quando isso acontece, o ganho de peso costuma ser pequeno e, com tratamento, é possível reverter esse quadro.

 

2. O hipotireoidismo pode causar depressão?

VERDADE.

Apesar de pouca gente saber disso, a relação existe.

Praticamente metade dos pacientes com hipotireoidismo tendem a apresentar sintomas depressivos.

Isso acontece porque os hormônios tireoidianos agem nos sistemas noradrenérgico e serotoninérgico, que são importantes para o humor.

 

3. Todo nódulo de tireoide é considerado câncer?

MITO.

Apesar de o principal sinal do câncer de tireoide ser o caroço no pescoço, em vários casos, ele é benigno e não apresenta nenhum sintoma.

O diagnóstico do câncer é feito através de uma biópsia do nódulo ou depois de sua remoção por cirurgia.

Acredita-se que 60% da população brasileira tenha nódulos na tireoide em algum momento da vida, porém a maioria não é maligna.

 

4. Hipotireoidismo causa impotência sexual?

VERDADE.

Infelizmente, é uma consequência esperada.

A doença pode, sim, causar impotência sexual, diminuição da libido e também diminuição na quantidade de espermatozoides.

 

5. As mulheres com hipotireoidismo não podem engravidar?

MITO.

O que acontece é que, quando as doenças da tireoide não são tratadas corretamente, podem levar a problemas de infertilidade em ambos os sexos.

Porém, quando os distúrbios são controlados, as chances de engravidar e ter uma gestação saudável são iguais às de uma mulher que não possui a doença.

 

Conclusão

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A glândula tireoide desempenha um papel fundamental em nosso organismo, garantindo o equilíbrio e a harmonia dele como um todo.

Ela é uma das maiores glândulas do corpo humano e tem um peso aproximado de 15 a 25 gramas no paciente no adulto.

Responsável pela produção dos hormônios T3 (triiodotironina) e T4 (tiroxina), a tireoide, quando não está funcionando adequadamente, pode liberar hormônios em excesso e levar ao hipertireoidismo, ou em quantidade insuficiente e desencadear o hipotireoidismo.

Também é muito comum os pacientes que apresentam nódulos na tireoide, em algum momento da vida, porém estima-se que apenas 5% dos casos são cancerosos.

Uma vez identificada qualquer alteração no funcionamento da glândula ou nódulos na região do pescoço, você deve procurar ajuda médica.

Com os exames adequados e, depois de confirmado o diagnóstico, o paciente é encaminhado para o tratamento com o endocrinologista.

Vale ressaltar ainda que o reconhecimento precoce de qualquer um dos distúrbios, sobretudo câncer, é fundamental para a saúde do paciente.

Então, não adie a necessidade de buscar uma consulta médica.

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