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Prevenção ao suicídio – Setembro Amarelo

mulher sentada olhando para frente
Sad and depressed woman sitting alone at the field during beautiful sunset with park background. Selective focus.

Saiba mais sobre essa corrente que incentiva a valorização da vida

 

O Setembro Amarelo é uma campanha para conscientizar sobre a prevenção do suicídio e valorização da vida. Segundo a Organização Mundial da Saúde, o suicídio é a segunda maior causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos, ficando atrás apenas de acidentes de trânsito.  

 

Esse assunto ainda provoca grandes dificuldades na identificação de sinais e busca por ajuda, justamente pelos preconceitos e falta de informação. A campanha foi iniciada pelo CVV, que programa diversas atividades em todas as cidades nas quais possui um de seus mais de 90 postos de atendimento. 

 

Hoje a campanha já ganhou muitos adeptos como órgãos públicos, empresas, escolas e universidades que falam sobre a prevenção do suicídio e fazem campanhas com fitas amarelas ou iluminação para quebrar aos poucos alguns tabus sobre o problema. 

 

Outro movimento que também visa sensibilizar e conscientizar a população sobre a prevenção ao suicídio é o Movimento Setembro Amarelo que foi criado em 2015.  

 

Entendendo o suicídio  

pessoas de maos dados
O setembro amarelo é a campanha que estimula a prevenção ao suicídio.

O suicídio é um fenômeno complexo, possui características variadas e de múltiplas determinações, que pode atingir pessoas de diferentes origens, classes sociais, idades, orientações sexuais e identidades de gênero. Saber reconhecer os sinais de alerta em si mesmo ou em alguém próximo pode ser o primeiro e mais importante passo para prevenir o suicídio. 

A maioria dos casos de suicídio se concentra em países subdesenvolvidos ou em desenvolvimento, tendo o sexo masculino mais casos de óbito. Este assunto provoca uma grande preocupação mundial, já que ocorre em todos os países e culturas, mas a forma a qual o indivíduo escolhe para passar o ato sofre variações dependendo da cultura e região que vive.

 

Esse comportamento pode estar relacionado a um modelo de estresse, a partir do qual uma série de problemas que se apresentam de forma longitudinal podem reduzir ou aumentar um limiar para que se desenvolva um comportamento suicida. A partir disso, outros fatores também podem estar relacionados a esse comportamento, como: 

 

  • Predisposição genética
  • Fatores bioquímicos relacionados ao metabolismo
  • Traços de personalidade, sensação de desesperança e aspectos relacionados ao suporte social. 

 

Alguns gatilhos ou estressores poderiam precipitar a ação, como, por exemplo:

 

  • Uma tentativa prévia de suicídio (principal fator de risco para um ato futuro); 
  • Presença de transtornos psiquiátricos;
  • Uso abusivo de álcool ou outras substâncias;
  • Perda do emprego;
  • Problemas financeiros;
  • Términos de relacionamentos;
  • Exposição à situações de violência, trauma ou abuso;
  • Dores ou doença crônica. 

 

Sinais de alerta – Prevenção ao suicídio 

 

Alguns sinais de alerta devem ter atenção, mas é importante que eles não sejam considerados isoladamente, pois não há um método para detectar de forma segura quando uma pessoa está próximo de uma crise suicida, nem se tem algum tipo de tendência. 

 

Entretanto, alguém que está em sofrimento pode dar certos sinais, que devem ter a atenção de familiares e amigos próximos, inclusive se muitos desses sinais se manifestam ao mesmo tempo, entre eles: 

 

1.O surgimento ou agravamento de problemas de conduta ou de manifestações verbais durante pelo menos duas semanas. 

 

Essas manifestações surgem de forma repentina e são como avisos de alerta para um risco real de tentativas de suicídio e não devem ser interpretadas como ameaças e nem como chantagens emocionais.  

 

2.Preocupação com a sua própria morte ou falta de esperança

Uma pessoa com ideia de suicídio costuma falar sobre morte e suicídio mais do que o comum e muitas vezes pode confessar se sentir sem esperanças, culpadas, com baixa ou falta de autoestima e demonstra visão negativa de sua vida e futuro. Essas particularidades podem ser expressas de forma escrita, verbal ou por meio de desenhos. 

 

3. Expressão de ideias sem intenções suicidas 

É importante ficar atento a alguns comentários que as pessoas em risco de suicídio podem expressar. Muitas vezes eles podem parecer óbvios, mas não devem ser ignorados. Fique alerta caso ouça algumas expressões como: 

“Uma hora eu desapareço.”

“Vou deixar vocês em paz.”

“Eu queria poder dormir e nunca mais acordar.”

“É inútil tentar fazer algo para mudar, eu só queria morrer.”

4.Isolamento 

O isolamento é um outro sinal das pessoas com pensamentos suicidas, elas podem deixar de fazer práticas simples como, não atender a telefonemas, interagir menos nas redes sociais, ficar em casa ou fechadas em seus quartos, reduzir ou cancelar todas as atividades sociais, principalmente aquelas que costumavam lhe dar e gostavam de fazer. 

 

Outros fatores de risco sobre o suicídio 

O suicídio muitas vezes pode vir a partir de uma doença mental pré-existente, como depressão, ansiedade, bipolaridade, entre outros. Além da presença de uma doença mental, outros sinais também podem ser alertas para a possibilidade de uma pessoa vir a se suicidar, como: demonstrar a intenção suicida, agitação, culpa, desesperança ou restrição de interesses.  

Alguns históricos podem caracterizar a população de risco para o suicídio, como:   

 

  • Pessoas que já tentaram suicídio: nesse caso o risco é maior no primeiro ano após a tentativa. É importante que esse grupo tenha atenção relacionadas a algumas atitudes, aos fatores socioculturais e na avaliação dos transtornos mentais

 

  • Transtornos causados por uso de álcool e outras substâncias: se a pessoa está sob o risco de suicídio, é importante manter o controle desse fator que em muitos casos pode contribuir para o comportamento suicida

 

  • Jovens do sexo masculino: as taxas de suicídio costumam ser maiores em pessoas do sexo masculino. Alguns fatores poderiam estar relacionados ao divórcio dos pais, famílias desestruturadas, desemprego, mudanças no que a sociedade espera do papel masculino, além de serem parte da população que tende a procurar menos os serviços de saúde, principalmente o mental; 

 

  • Idosos: essa faixa etária merece atenção, pois os números de suicídio aqui vêm aumentando. Devido a deterioração do estado mental dos idosos que acontece de forma normal, alguns sinais de depressão e declínio cognitivo não são notados. Por isso, é importante que pessoas dessa faixa etária recebam diagnóstico adequado dos casos de pseudodemência e de possíveis transtornos por uso de substâncias, além da presença de doenças físicas e dos efeitos colaterais de alguns medicamentos de uso contínuo.

 

  • Luto: pessoas que passam pela dor da perda de um pessoa querida, especialmente após um suicídio, estão mais vulneráveis a também terem impulsos suicidas. Isso pode ser ainda mais forte em datas especiais como aniversário da pessoa ou aniversário de morte. Nesse caso é importante diferenciar o luto de transtornos depressivos.  

 

  • Situações relacionados à sexualidade ou à identidade sexual: esse grupo da população está sob grande risco de comportamento suicida. Aspectos relativos a aceitação na família, no trabalho, em outros grupos sociais e que variam conforme a região, devem ser avaliados. 

 

  • Imigrantes: seja o grupo que vive entre regiões de um mesmo país ou entre países, essas populações por estarem mais distantes de um suporte social estável, podem ter o risco de depressão aumentado o que levaria ao suicídio. 

 

  • Pacientes com doença física debilitante: essas pessoas têm maior índice de incidência ao suicídio, principalmente se tiverem dor crônica associada. A forma como lidam com essa dor já pode ser encarada como uma forma de prevenção, assim como possíveis quadros de depressão ou ansiedade associados. Pacientes que possam ter transtornos de ansiedade associados a hipocondria, devem ser avaliados com cautela e não serem estimulados a usar medicamentos de forma frequente. 

 

Como pedir ajuda e a importância desse ato 

mulher sentada conversando com um psicologo suicidio

 

Procurar ajuda com psicólogo ou psiquiatra é muito importante para se livrar da depressão. 

Se em algum momento você passa a ter pensamentos e sentimentos de querer acabar com a própria vida, a ponto de isso ser insuportável, atrapalhar o seu dia a dia e ser muito difícil saber o que fazer e como superar esses sentimentos, saiba que é possível sair dessa e encontrar ajuda. 

 

É muito importante conversar com alguém que você confie, de preferência um profissional que pode mostrar alguns caminhos para você mudar esses pensamentos. Não deixe de pedir ajuda, a partir de diversos meios de serviços de suporte, você tem a chance de ter por perto alguém que te acompanhe e te auxilie.  

 

Quando você pede ajuda e conta com algum suporte você tem o direito de:

  • Ser ouvido; 
  • Ser respeitado e levado a sério;
  • Ter o seu sofrimento levado em consideração;
  • Falar em privacidade com as pessoas sobre você mesmo e sua situação; 
  • Ser encorajado a se recuperar.

 

mulher com a mao na cabeca pensando
Se a pessoa já teve uma recorrência de suicídio é importante oferecer apoio e não deixá-la sozinha.

   

O que fazer diante de uma pessoa sob o risco de suicídio. 

 

Algumas medidas são importantes de serem praticadas com uma pessoa com risco de suicídio. Sempre levando em consideração que a pessoa deve se sentir à vontade com qualquer situação e não ser pressionada a fazer algo que não queira. Algumas sugestões a serem feitas são:

 

  • Encontre um momento apropriado e um lugar calmo para falar sobre suicídio com essa pessoa. É importante que ela saiba que você está lá para ajudar, ouça-a com a mente aberta e ofereça seu apoio; 
  • Incentive a pessoa a procurar ajuda de profissionais de serviços de saúde, de saúde mental, de emergência ou apoio em algum programa. Ofereça-se para acompanhá-la a um desses atendimentos; 
  • Se você perceber que essa pessoa está em perigo imediato, não a deixe sozinha. Procure ajuda de profissionais de serviços de saúde, de emergência e entre em contato com alguém de confiança, indicado pela própria pessoa; 
  • Se a pessoa com quem você está preocupado(a) vive com você, assegure-se de que ele(a) não tenha acesso a objetos ou meios para provocar a própria morte (por exemplo, objetos cortantes ou perfurantes, armas de fogo, inseticidas ou medicamentos) dentro em casa; 
  • Fique em contato para acompanhar como a pessoa está passando e o que está fazendo e evite-a deixá-la sozinha. 

 

mulher com a mao na cabeca com aspecto de dor suicidio
Ao menor sinal de uma pessoa com ideias suicidas, ofereça apoio e ajuda.

 

 

Se a pessoa já tentou suicídio antes e possui  transtornos mentais e de fatores psicossociais, ela pode ter recorrência de ideia suicida. Por isso, é necessário estar atento aos sinais de recaída e avaliar a necessidade de tratamento e acompanhamento a longo prazo.

 

Por fim, existem diversas maneiras de se prevenir o suicídio e ajudar uma pessoa que esteja passando por esse momento. Seja melhorando o acesso aos serviços de saúde ou tentando dificultar o acesso aos meios pelo qual uma pessoa poderia chegar a esse ato.

 

É muito importante avaliar se a pessoa possui transtornos mentais e tratá-los. O melhor a se fazer é indicar que ela procure um profissional, seja para tomar medicação ou fazer tratamento com terapia. 

 

Agora que você já sabe mais sobre o Setembro Amarelo e prevenção do suicídio, é sempre importante lembrar dessas dicas na hora de lidar com alguém que esteja passando por esse momento. 

 

Muitas vezes não sabemos o que uma pessoa pode estar passando ou sentindo. Por isso, praticar a empatia é muito importante seja com pessoas com depressão ou não. 

 

Com ajuda e tratamento, uma pessoa que passa sob o risco de suicídio pode desenvolver expectativas de esperança para o futuro, maior autoconfiança, independência e estratégias para lidar com fatores externos e os pensamentos que podem levar ao suicídio.  

 

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