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Autismo. O que é, sintomas e tratamento

Conheça tudo sobre essa síndrome que atinge as crianças

O autismo, é um síndrome conhecida cientificamente como Transtorno do Espectro Autista, e se caracteriza por provocar problemas no desenvolvimento, na comunicação, socialização e no comportamento, que costumam ocorrer geralmente entre os 2 e 3 anos de idade.

 

Essa síndrome faz com que a criança apresente algumas características correspondentes a doença como, dificuldades na fala e em expressar ideias e sentimentos, mal-estar, pouco contato visual, além e padrões repetitivos e movimentos estereotipados como ficar sentado por muito tempo balançando o corpo para frente e para trás sem algum motivo aparente.

 

Aqui você vai saber um pouco melhor sobre o autismo, seus sintomas e tratamentos necessários que uma criança que desenvolve a síndrome pode ter.

O que é o autismo?

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O autismo provoca problemas no desenvolvimento e comunicação da criança.

 

O autismo, é uma síndrome conhecida cientificamente como Transtorno do Espectro Autista, e se caracteriza por provocar problemas no desenvolvimento, na comunicação, socialização e no comportamento, que costumam ocorrer geralmente entre os 2 e 3 anos de idade.

Essa síndrome faz com que a criança apresente algumas características correspondentes a doença como, dificuldades na fala e em expressar ideias e sentimentos, mal-estar, pouco contato visual, além de padrões repetitivos e movimentos estereotipados como ficar sentado por muito tempo balançando o corpo para frente e para trás sem algum motivo aparente.

O Manual Diagnóstico e estatístico de transtornos mentais (DSM-V) que sofreu algumas alterações em 2013, incorporou novos diagnósticos e fez alterações nos nomes de doenças e condições que já existiam e com isso a Síndrome de Asperger também foi incorporada como termo médico, o que passou a ser chamado de Transtorno do Espectro do Autismo (TEA).

A partir dessa definição, a Síndrome de Asperger passou a ser considerada, portanto, uma forma mais branda de autismo.

 O que é a Síndrome de Asperger

Chamamos de Síndrome de Asperger, o transtorno neurobiológico que está enquadrado dentro da categoria de transtornos globais de desenvolvimento. Essa síndrome foi considerada, por muitos anos, uma condição distinta, porém próxima e bastante relacionada ao autismo.

 Tipos de autismo

O transtorno do espectro autista pode ser dividido em três tipos:

  1. Transtorno Autista ou Autismo Clássico:

Esse tipo costuma causar atrasos linguísticos significativos, desafios sociais e de comunicação e comportamentos e interesses incomuns das outras pessoas. Algumas pessoas que desenvolvem esse tipo de transtorno também têm deficiência intelectual.

  1. Transtornos invasivos do desenvolvimento:

Nesse tipo os sintomas podem causar apenas dificuldades sociais e de comunicação. Esse tipo costuma afetar algumas pessoas que possuem algumas características de transtorno autista ou da síndrome de Asperger.

Sintomas de Autismo

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O autismo pode causar problemas de interação social que prejudicam a socialização da criança com outras.

 

Os sintomas do autismo começam a ficar evidentes antes dos 18 meses de idade da criança e busca ajuda antes que ela complete 2 anos. As crianças que desenvolvem autismo normalmente tem dificuldades em:

  • Brincar de faz de conta
  • Ter interações sociais
  • Comunicação verbal e não verbal claras

 

Algumas crianças com autismo parecem comuns antes de um ou dois anos, mas de repente “regridem” e perdem as habilidades linguísticas ou sociais que adquiriram anteriormente. Esse tipo de autismo é chamado de autismo regressivo o que é.

 

Quem desenvolve o autismo pode ter apresentar algumas condições, como:

  • Ter visão, audição, tato, olfato ou paladar excessivamente sensíveis (por exemplo;
  • Ter uma alteração emocional anormal quando há alguma mudança na rotina;
  • Fazer movimentos corporais repetitivos;
  • Demonstrar apego anormal aos objetos.

 

Os sintomas do autismo podem variar de moderados a graves e os problemas de comunicação no autismo podem incluir:

  • Não conseguir iniciar ou manter uma conversa social
  • Comunicar-se através de gestos ao invés de palavras
  • Desenvolver a linguagem lentamente ou não desenvolvê-la
  • Não direcionar a visão para olhar para os objetos que as outras pessoas estão olhando
  • Não se referir a si mesmo de forma correta
  • Não apontar para chamar a atenção das pessoas para objetos
  • Repetir palavras ou trechos memorizados, como comerciais
  • Usar rimas sem sentido

Nem sempre a criança irá manifestar todos os sintomas, entre os diversos, que representam o autismo. Entre os grupos de sintomas que podem afetar uma pessoa com autismo estão:

Problemas de interação social:

  • Não costumam fazer amigos
  • Não participam de jogos interativos
  • É uma criança mais retraída
  • Evita e não costuma responder a contato visual e sorrisos
  • Pode tratar as pessoas como se fossem objetos
  • Prefere ficar sozinho, em vez de acompanhado
  • Mostra falta de empatia

Resposta a informações sensoriais:

  • Não se assusta com sons altos;
  • Tem visão, audição, tato, olfato ou paladar ampliados ou diminuídos;
  • Pode achar ruídos normais dolorosos e cobrir os ouvidos com as mãos;
  • Pode evitar contato físico por ser muito estimulante ou opressivo;
  • Costuma esfregar as superfícies, põe a boca nos objetos ou os lambe;
  • Parece ter um aumento ou diminuição na resposta à dor;

Interações e Brincadeiras

  • Não imita as ações dos outros nas brincadeiras;
  • Prefere brincadeiras solitárias ou ritualistas;
  • Não costuma fazer brincadeiras de faz de conta ou imaginação;

Comportamentos

  • Apresenta acessos de raiva intensos;
  • Costuma ficar preso em um único assunto ou tarefa;
  • Possui baixa capacidade de atenção;
  • Demonstra poucos interesses;
  • É hiperativo ou muito passivo;
  • Tem comportamento agressivo com outras pessoas ou consigo;
  • Necessidade intensa de repetição;
  • Faz movimentos corporais repetitivos;

Causas do autismo

autismo pai segurando a filha no colo e dando a ela uma fruta
É importante que os pais façam interações estimulando as crianças a fazerem atividades básicas.

 

O autismo é uma síndrome com causas ainda desconhecidas, apesar dos estudos e pesquisas na área serem bastante intensos. Até então sabe-se que uma combinação de fatores entre genética e agentes externos que têm um papel chave para desencadear a síndrome.

As chances de uma criança desenvolver devido a herança genética é de cerca de 50%, sendo que a outra metade dos casos pode ocorrer por fatores como o ambiente de criação.  

Como há muitos genes que podem estar envolvidos na causa do autismo, alguns permitem que as crianças fiquem mais suscetíveis ao transtorno e podem afetar o desenvolvimento do cérebro e a comunicação entre os neurônios.

Quanto aos fatores externos que estão envolvidos no desencadeamento da síndrome estão: a poluição do ar, infecções causadas por vírus, alterações no sistema digestivo, complicações durante a gravidez, infecções causadas por vírus e até sensibilidade a vacinas.

Fatores de risco

Alguns fatores podem ser considerados de risco no desenvolvimento do autismo, entre eles estão:

  • Sexo: crianças do sexo masculino tem de quatro a cinco vezes mais propensos a desenvolver a doença;
  • Histórico familiar: famílias que já tenham tido casos da doença têm maior risco de ter outra pessoa com a síndrome. É comum também que alguns pais que tenham gerado um filho autista apresentem problemas de comunicação e de interação social eles mesmos;
  • Outros transtornos: crianças com certos problemas de saúde específicos, correm mais riscos de desenvolver autismo do que outras crianças. Epilepsia e esclerose tuberosa estão entre esses transtornos
  • Idade dos pais: se os pais da criança tiverem idade mais avançada, as chances da criança desenvolver a doença até os 3 anos aumenta.

Os sinais do autismo costumam se manifestar logo nos primeiros anos de vida. É importante que os pais fiquem atentos a qualquer sinal de transtorno nos filhos e ao notar, é importante procurar um médico rapidamente.

Alguns comportamentos de alerta que a criança costuma dar de alerta são:

  • Aos seis meses,  não respondem com sorriso ou expressão de felicidade;
  • Aos nove meses,  não imitam sons ou expressões faciais aos nove meses;
  • Aos 12 meses não balbuciam e não gesticulam;    
  • Aos 16 meses não dizem nenhuma palavra;
  • Aos 16 meses não diz uma palavra;
  • Aos 24 meses, não consegue dizer frases compostas de pelo menos duas palavras;   
  • Em qualquer idade podem perder as habilidades sociais e de comunicação.    

Diagnóstico de Autismo

autismo menina fazendo exercicio
É importante que a criança com autismo faça atividades para estimular as suas capacidades físicas e mentais.

 

Para ter um diagnóstico preciso do autismo, é importante procurar um médico que irá procurar por sinais de atraso no desenvolvimento da criança. Quando esses sinais são observados, a criança é indicada para um especialista. Esse diagnóstico geralmente é feito antes dos 3 anos de idade e pode ser realizado pelos seguintes profissionais:

Clínico Geral

Pediatra

Neurologista

Geralmente, para realizar o diagnóstico o médico utiliza o critério do Manual de Diagnóstico e Estatística de Transtornos Mentais, da Associação Americana de Psiquiatria. Segundo esse manual, a criança poderá ser diagnosticada com autismo se apresentar pelo menos seis dos sintomas clássicos do transtorno apontados.

Autismo tem cura?

O autismo não tem cura, mas é importante que a criança diagnosticada com a doença siga com um programa de tratamento iniciado de forma precoce e que seja apropriado para melhorar a qualidade de vida das crianças pequenas com o transtorno.

Tratamento para o Autismo

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É muito importante procurar um médico para fazer um melhor diagnóstico do autismo.

 

O tratamento para o autismo deve começar de maneira precoce, sendo intensivo e ininterrupto para então deixar a criança apta a ter uma perspectiva e bem-estar diante da doença. Esse programa ajuda a melhorar muito a perspectiva de crianças pequenas que possuem o transtorno.

A maioria dos programas que são desenvolvidos no tratamento ajudam a aumentar os interesses da criança com uma programação altamente estruturada de atividades construtivas e que ajudam no desenvolvimento da criança, entre recursos visuais, auditivos e táteis.

O tratamento tem como principal objetivo oferecer às crianças habilidades sociais e comunicativas da criança visando reduzir os sintomas do autismo e oferecendo suporte ao desenvolvimento e aprendizado direcionado às necessidades específicas da criança.

Para realizar o tratamento é importante contar com uma equipe integrada entre médicos, fisioterapeuta, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos que devem desenvolver um programa específico para cada criança dependendo das necessidades dela e do grau da doença que as atinge.

Para tratar problemas sociais, de comunicação e de comportamento nas crianças com autismo, é importante que o foco do tratamento seja reduzir os problemas comportamentais que o paciente apresente e também na aprendizagem de novas habilidades para desenvolver.  

Outros tratamentos tem a finalidade de  ensinar as crianças a como agir em determinadas situações sociais e a como se comunicar de maneira independente. Um desses programas chama-se ABA ( Análise Aplicada do Comportamento), muito utilizado em crianças pequenas que possuem distúrbio do autismo.  

A ABA trabalha com uma abordagem de aprendizado individual e reforça a prática de várias habilidades. O método tem o objetivo de aproximar as crianças do funcionamento normal do seu desenvolvimento e são realizados normalmente por um psicólogo comportamental.

O TEACCH (sigla em inglês para Tratamento e Educação para Autistas e Crianças com Déficits relacionados à Comunicação), é outro programa usado como alternativa de tratamento.

Ele é feito através de recursos visuais que ajudam a melhorar as habilidades da criança a fazer as coisas de forma independente e a organizar e estruturar seu ambiente.

 

A diferença entre o programa ABA e os programas TEACCH o que é, é que esse último não espera que as crianças atinjam o desenvolvimento normal com o tratamento.

Medicamentos para o autismo

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Alguns medicamentos atuam de apoio para o tratamento do autismo.

 

Não existem medicamentos específicos  capazes de tratar os principais sintomas do autismo, mas, muitas vezes, são usados medicamentos que tratam problemas comportamentais ou emocionais que os pacientes desenvolvem devido ao autismo. Entre os problemas estão agressividade, ansiedade, problemas de atenção, compulsões extremas e incontroláveis, TDAA, impulsividade, irritabilidade, alterações de humor, surtos, dificuldade para dormir e ataques de raiva.

Dieta para pacientes com autismo

Algumas mudanças na dieta podem fazer a diferença na alimentação das crianças com autismo, não há uma pesquisa que esse método funcione, mas é recomendado que você converse com um gastroenterologista (especialista no sistema digestório) e com um nutricionista para saber os alimentos e as quantidades recomendadas para a dieta da criança.

Se seu filho tem autismo, converse com outros pais de crianças também autistas e com especialistas em autismo. Acompanhe o avanço das pesquisas na área, que está se desenvolvendo rapidamente e faça um tratamento correto neles.

Convivendo com o autismo

autismo convivendo pai e filha pequena cozinhando juntos
É muito importante que as crianças com autismo recebam atenção e estímulo dos pais.

 

A descoberta do autismo é difícil para as crianças e suas famílias, mas atualmente a perspectiva é bem melhor do que na geração passada, em relação a tratamento. Antes a maioria das crianças era internada em instituições.

Hoje, com o tratamento avançado e correto, muitos dos sintomas podem melhorar, mesmo que durem por toda a vida. A maioria das pessoas com autismo consegue viver com suas famílias ou na sociedade em melhores condições.

A perspectiva de qualidade de vida depende da gravidade da doença e do nível de tratamento que o paciente recebe. Por isso a importância de procurar ajuda de outras famílias que tenham parentes com autismo e  profissionais que possam oferecer suporte necessário aos parentes também é uma alternativa interessante.

Prevenção

Não há algo exato que possa prevenir o autismo, já que as causas também são desconhecidas. Tudo vem sendo baseado em estudos recentes que mostram o papel da herança genética para o desenvolvimento do transtorno. Os genes podem desempenhar até 50% das chances de uma criança vir a ter autismo. Ou seja, em pelo menos metade dos casos da síndrome, não há muito o que fazer visto que não há controle da genética humana.

Os outros 50% que correspondem a fatores externos, estão muito relacionados ao ambiente em que a criança cresce e a hábitos comportamentais. Isso abre um campo enorme de pesquisa, especialmente no que diz respeito à prevenção do autismo.

Conclusão

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A criança com autismo pode ter dificuldades para fazer várias coisas sozinhas, mas precisa ser estimulada.

O autismo é uma síndrome que atinge crianças de todas as classes sociais e etnias. Ela tem causas desconhecidas e não tem cura, mas é preciso um tratamento contínuo, pois seu grau de comprometimento pode ser leve ou mais grave, em que o paciente se mostra incapaz de manter contato interpessoal e se comunicar.

Ele começa a se manifestar logo nos primeiros períodos da infância e precisa ser diagnosticado para ser tratado e oferecer a criança um dia-a-dia com mais bem-estar e qualidade de vida.

Se ao ler esse texto você suspeitou do seu filho ou outra criança próxima desenvolver autismo, procure um médico imediatamente para fazer o diagnóstico ou iniciar um tratamento. Na Cia da Consulta você pode agendar consultas de forma rápida e prática e pode cuidar da sua saúde de toda a família com todo o conforto, rapidez e bem-estar em clínicas modernas e equipadas.  

 

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