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AIDS: Saiba os sintomas, tratamento e tudo sobre a doença.

Data

1 ● dezembro ● 2018
Guia das DST's

AIDS: Saiba os sintomas, tratamento e tudo sobre a doença.
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A doença ainda não tem cura por isso é importante sempre fazer a prevenção.

 

Quando se fala em AIDS muitas são as dúvidas, o medo, o desconhecimento e principalmente o preconceito. A aids pode se desenvolver quando uma pessoa é infectada pelo vírus HIV e está com o sistema imunológico baixo e danificado pelo vírus, abrindo portas para outras infecções.

 

A aids é uma doença que ainda não tem cura, pode ser transmitida por meio do contato com sangue ou secreção contaminados, seja através de relação sexual desprotegida com uma pessoa soropositiva, por meio de compartilhamento de seringa durante a prática do uso de drogas, de objetos perfurocortantes e através do parto.

 

Em dezembro é comemorado o dia mundial contra a AIDS em 1º de dezembro, que passou a ser conhecido também como Dezembro Vermelho em referência ao laço vermelho que simboliza a solidariedade de pessoas ao redor do mundo com a resposta à epidemia de AIDS e estímulo à prevenção.

 

Aqui você vai ficar sabendo um pouco mais sobre HIV/AIDS, modos de contágio, tratamento, prevenção e maneiras de conviver com a doença.

 

Boa leitura!

 

O que é AIDS?

A Aids, também conhecida por Sida (sigla em inglês) é a síndrome da imunodeficiência adquirida. Uma doença crônica, que teve seu ápice nos anos 80 e que pode ser potencialmente fatal. A Aids ocorre quando a pessoa que foi infectada pelo HIV vai ficando com seu sistema imunológico deficiente e danificado pelo vírus, tirando do organismo a habilidade de lutar contra agentes invasores que causam a doença, além de deixar a pessoa infectada muito suscetível a infecções oportunistas – como tuberculose, pneumocistose, toxoplasmose e Sarcoma de Kaposi que podem levar a morte mais rapidamente.  

 

O uso de preservativo em todas as relações sexuais é o recomendado para a prevenção da Aids.

 

O HIV é uma infecção sexualmente transmissível, que também pode ser contraída através do contato com o sangue infectado e transmitido da mãe para o filho durante a gravidez.  

Segundo dados do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (UNAIDS), a incidência do HIV no Brasil costuma ser maior em pessoas entre 15 e 49 anos, cerca de 0,6 %. Os lugares que tem os maiores índices de aids são os países africanos como Zimbábue (15%), Moçambique (10,8%), Malavi (10,3%), Uganda (7,4%) e Angola (2,4%). O Canadá e a Itália têm as menores incidências de infecção pelo vírus, cerca de 0,3%.

Causas

Alguns cientistas que estudam a causa da aids acreditam que um vírus similar ao HIV se manifestou pela primeira vez em algumas populações de chimpanzés e macacos na África, onde costumavam ser caçados para servirem de alimento.

O contato a partir de então com o sangue do animal infectado durante o abate ou durante o processo de cozinhá-lo, pode ter permitido o contágio do vírus com os seres humanos e se tornar o HIV.

O principal meio de transmissão do HIV é através de relações sexuais desprotegidas (vaginais, anais ou orais), isto é, sem o uso de preservativo, e também através do compartilhamento de seringas e agulhas contaminadas com sangue contaminado, o que costuma ser frequente entre usuários de drogas ilícitas.

Outros meios de transmissão é através da transfusão de sangue, porém é muito raro, uma vez que os banco de sangue costumam fazer testagem e  uma triagem eficiente, e também através da transmissão vertical, que é a transmissão da mãe para o filho durante a  gestação, amamentação e principalmente no momento do parto.

Esse meio porém pode ser prevenido com o tratamento adequado durante o pré – natal e cuidados com a gestante e recém-nascido.

A infecção pelo HIV evolui para Aids quando a pessoa que contraiu o vírus não é tratada e vai tendo a sua imunidade reduzida ao longo do tempo, pois, mesmo sem manifestar sintomas, o vírus HIV continua se multiplicando e atacando as células de defesa, principalmente os linfócitos TCD4+.

As pessoas que desenvolvem aids apresentam contagem de linfócitos TCD4+ menor que 200 células/mm3 ou têm doença definidora de aids, como neurotoxoplasmose, pneumocistose, tuberculose extrapulmonar etc.

Um dos métodos de impedir que o HIV faça progressão para a Aids é através do tratamento com antirretroviral.

 

Fatores de risco

A aids só é contraída se a pessoa estiver infectada pelo vírus HIV. Um vírus que todos estão sujeitos a contrair, uma vez que a doença não escolhe sexo, preferências sexuais, cor de pele, idade ou gênero  contudo, há alguns fatores de risco para a infecção por HIV:

  • Manter relação sexual ( seja vaginal, anal ou oral) com pessoa infectada sem o uso de preservativos;
  • Compartilhar seringas e agulhas, principalmente, no uso de drogas injetáveis;
  • Reutilização de objetos perfurocortantes com presença de sangue ou fluidos contaminados pelo HIV;
O compartilhamento de agulhas contaminadas é uma das causas de contágio pelo HIV.

Mulheres que são  HIV-positivas e que queiram engravidar também precisam tomar algumas medidas e ficar sob orientação médica para não transmitir o vírus para o bebê  durante a gestação, no parto ou no período de amamentação.

 

Sintomas de AIDS

Os primeiros sintomas de HIV quando a Aids já se desenvolveu podem ser fraqueza, febre, emagrecimento e diarréia prolongada sem causa aparente. Na criança que nasce infectada pelo vírus, os efeitos mais comuns são problemas nos pulmões, diarréia e dificuldades no desenvolvimento.

Na fase sintomática inicial da Aids, costumam surgir: candidíase oral, sensação constante de cansaço, aparecimento de gânglios nas axilas, virilhas e pescoço, diarréia, febre, fraqueza orgânica, transpirações noturnas e perda de peso superior a 10%.

O vírus da AIDS se desenvolve em pessoas que foram contaminadas pelo vírus HIV.

 

Quando a infecção pela aids já está aguda, costumam surgir: sintomas de infecção viral como febre, afecções dos gânglios linfáticos, faringite, dores musculares e nas articulações, ínguas e manchas na pele que podem desaparecer, feridas na área da boca, esôfago e órgãos genitais, falta de apetite, estado de prostração, dores de cabeça, sensibilidade à luz, perda de peso, náuseas e vômitos.

Os sintomas mais comuns que a pessoa com aids podem apresentar incluem:

  • Emagrecimento não intencional
  • Aumento dos linfonodos (ínguas)
  • Sudorese noturna
  • Calafrios
  • Febre superior a 38 C durante várias semanas
  • Diarreia crônica
  • Manchas brancas ou lesões incomuns na língua ou boca
  • Dores de cabeça
  • Fadiga persistente
  • Visão turva e/ou distorcida
  • Feridas na pele e/ou inchaços.

Estes sintomas podem ser agravados sem o tratamento adequado, além de que, o paciente vivendo com HIV/Aids pode apresentar outros sinais mais graves e desenvolver doenças oportunistas.

 

Quanto tempo demora para que os sintomas se manifestem?

Uma pessoa pode estar infectada pelo HIV, e não apresentar comprometimento do sistema imunológico, podendo viver por anos sem manifestar qualquer sintoma ou desenvolver a AIDS.

Há também o período chamado de janela imunológica, que ocorre entre o contágio e o início de produção dos anticorpos pelo organismo. Nesse período, que pode variar de 30-60 dias, a detecção de positividade não aparece nos testes, pois ainda não há anticorpos.

Embora nesse período a pessoa não seja identificada como portadora do HIV, ela já pode transmitir o vírus para outra pessoa.  

Caso apresente os sintomas da doença e ainda não tenha sido diagnosticado, é preciso procurar um médico. Dê preferência aos serviços especializados em HIV/Aids na sua região.

 

Diagnóstico da AIDS

O paciente com um possível diagnóstico de aids, provavelmente já estará realizando tratamento para a infecção pelo vírus HIV.

Os especialistas que podem diagnosticar HIV/AIDS caso você esteja com os sintomas são:

  • Clínico geral
  • Infectologista

Durante a consulta, o médico poderá fazer várias  perguntas como: se o paciente ainda não foi diagnosticado com HIV, o médico provavelmente fará uma série de perguntas para um possível diagnóstico, tais como:

É muito importante procurar um médico para fazer o diagnóstico correto e ter aporte profissional para lidar com a doença.

 

  • Você manteve relação sexual de risco sem o uso de preservativo ou se o preservativo furou?
  • Como você acredita que foi exposto ao HIV?
  • Há quanto tempo esta exposição ocorreu?
  • Você tem algum sintoma e quando iniciou?
  • Você praticou ou pratica algum dos comportamentos de risco para infecção por HIV, como relação sexual vaginal, anal ou oral sem o uso de preservativos, compartilhamento de agulhas e seringas, reutilização de objetos perfurocortantes?
  • Alguém com que você fez sexo é portador do vírus HIV?

Caso a pessoa já tenha sido diagnosticada como portadora do HIV, o médico irá analisar o estágio da doença, a resposta do organismo ao tratamento, os exames do paciente, a sua condição geral de saúde e se ele contraiu alguma doença oportunista neste período de tempo.

Existem vários testes para determinar o estágio da doença, entre eles:

  • A quantidade de células  CD4 – As células CD4 são um tipo de glóbulo branco que é destruído pelo HIV. A quantidade de células CD4 em uma pessoa sem HIV pode variar de 500 a mais de 1.000. Mesmo que o paciente não apresente sintomas, quando a infecção por HIV progride para aids, a quantidade de CD4 cai para menos de 200;
  • Carga viral – O teste mede a quantidade de vírus no sangue e, normalmente, quanto maior a carga viral, menor a condição geral de saúde da pessoa;

Tipos de teste

Existem hoje alguns tipos de testes que podem detectar o vírus HIV, entre eles estão:

 

Testes convencionais: Este foi o primeiro teste a ser desenvolvido, é chamado Ensaio Imunoenzimático, ou ELISA. Para realizar, os profissionais de laboratório colhem uma amostra do sangue do paciente e buscam por anticorpos contra o vírus. Se a amostra não apresentar nenhuma célula de defesa específica para o HIV, o resultado é negativo e, então, oferecido ao paciente. Porém, caso seja detectado algum anticorpo anti-HIV no sangue, é necessário fazer um teste adicional, o chamado teste confirmatório, para ter certeza absoluta do diagnóstico. Nele, são buscados fragmentos de HIV na corrente sanguínea do paciente.

 

Teste rápido: Esse teste funciona da mesma maneira que o teste convencional, porém mostra o resultado de forma mais rápida, no mesmo dia, cerca de trinta minutos até duas horas após a realização do exame. Isso permite que o paciente saiba do resultado no momento da consulta médica e caso seja positivo, receba o aconselhamento pré e pós-teste, que são importantes para esclarecer dúvidas em relação às formas de transmissão e também de tratamento.

 

Fluído oral: O teste de fluido oral é o mais recente método de testagem. Para realizar o exame, é necessário retirar uma amostra do fluido presente na boca, principalmente das gengivas e da mucosa da bochecha, com o auxílio de uma haste coletora.

O resultado sai em 30 minutos e pode ser realizado em qualquer lugar, dispensando laboratórios. No entanto, o teste de fluido oral serve apenas como triagem para o paciente, caso seja confirmado ele deve procurar um médico urgente.

O teste rápido permite que o paciente saiba do resultado até duas horas após realizar o exame.

 

Testes confirmatórios: Para realizar testes confirmatórios, são feitos os exames Western Blot, o Teste de Imunofluorescência indireta para o HIV-1 e o Imunoblot. Eles são requisitados somente quando o resultado de testes convencionais ou testes rápidos aponta positivo. Esses exames são necessários porque, algumas vezes, os outros exames podem dar resultados falso-positivos em decorrência de algumas doenças que a pessoa possui, como artrite reumatóide, doenças autoimunes e alguns tipos de câncer não diagnosticados. Por isso é importante procurar um centro de testagem e um médico.

 

Tratamento de AIDS

Os centros de saúde e centros de tratamento para HIV/AIDS disponíbilizam diversos remédios para tratamento, os chamados antirretrovirais, que costumam combinar pelo menos três drogas.

Os medicamentos para aids são distribuídos gratuitamente nos centros de tratamento do SUS.

 

A medicação de primeira escolha também já está disponível em um único comprimido, que é a combinação de três remédios. Ela é administrada em casos de contra-indicação, efeitos adversos ou resistência ao medicamentos, há opções de utilizar outros antirretrovirais que deverão ser individualizados para cada paciente.

O importante é que ao iniciar o tratamento, o paciente não pode interromper sem motivo e que as medicações devem ser tomadas todos os dias, nos intervalos prescritos. Quando utilizado de maneira irregular, o tratamento pode falhar e fazer com que surjam vírus resistentes.

Outras medicações utilizadas são as para prevenção de algumas doenças oportunistas, que em geral são suspensas com a melhora da imunidade do paciente.

 

Profilaxia Pós-exposição (PEP)

A Profilaxia Pós-exposição (PEP),  é feita para prevenir a infecção pelo HIV em caso de possível exposição ao vírus. Essa profilaxia foi inicialmente disponibilizada para profissionais de saúde que acidentalmente se expunham ao HIV (com agulhas e outros instrumentais contaminados) ou pessoas que foram vítimas de violência sexual. Em 2010, o ministério da saúde liberou a versão do PEP sexual. Esta é uma estratégia complementar ao sexo seguro, indicada para pessoas que tiveram exposição a situações sexuais de risco para infecção pelo HIV, como: falha no uso ou ainda rompimento de preservativos.

A PEP deve ser administrada tão logo a pessoa tenha sido exposta, no máximo até 72h após o ocorrido e após ela ser avaliada e testada para o HIV. Essa medida irá verificar se ela já havia sido infectada anteriormente – fator que impossibilitaria o uso da PEP – uma vez que logo após a exposição não é possível saber se a pessoa contraiu o vírus ou não. Caso o parceiro esteja presente na consulta, ele também passa pela testagem e inicia o tratamento com o PEP.

 

AIDS tem cura?

A aids é uma doença que ainda não tem cura, mas é uma doença que tem tratamento e se esse for feito corretamente pode proporcionar uma expectativa maior de vida aos portadores da doença. Os medicamentos antirretrovirais, também conhecidos como coquetéis antiaids, aumentam a sobrevida dos soropositivos.

Mas para que a medicação funcione normalmente, é fundamental seguir todas as recomendações médicas e tomar os medicamentos conforme a prescrição. Caso o paciente não faça o tratamento conforme recomendação, o vírus podem se tornar mais resistente antes do tempo, dificultando o andamento do tratamento e comprometendo a saúde do paciente no geral.

A aids apesar de ter um tratamento continua sendo uma doença que gera muito preconceito e é um dos maiores desafios da saúde pública no mundo. No Brasil existem centros especializados para o tratamento da doença com equipes de multiprofissionais para auxiliar o paciente com aids a viver da melhor forma possível desde que tome a medicação corretamente e siga as demais orientações médicas que contribuem para a sua qualidade de vida.

 

Complicações possíveis

A depressão é uma das doenças que podem ocorrer após a descoberta da AIDS.

 

Um diagnóstico positivo de HIV pode causar várias complicações para o paciente, a 6 Oi pela dificuldade de lidar com essa situação, O fator emocional e a carga de contar para a família, amigos e parceiros também é um fator que afeta bastante o emocional do paciente, por isso a importância de conversar com um psicólogo que poderá ajudá-lo.

Apesar de a aids ser a complicação mais comum e preocupante que a pessoa com HIV pode desenvolver, os remédios podem conseguir retardar bastante este processo. Porém, outras infecções e doenças oportunistas podem se aproveitar do sistema imunológico enfraquecido do soropositivo, gerando diversas complicações de intensidade variada.

 

Entre as infecções oportunistas, estão:

 

Tuberculose

Salmonella

Citomegalovírus

Candidíase

Meningite criptocócica

Toxoplasmose

Criptosporidiose

Sarcoma de Kaposi

Linfomas

Outras complicações podem incluir:

Síndrome de Wasting ou do definhamento

Complicações neurológicas

Doenças renais

Lipodistrofia

 

Convivendo/ Prognóstico

Uma vez que o paciente HIV positivo desenvolve aids, significa que o seu sistema imunológico já está bastante comprometido. Por isso, levar uma vida saudável é importante para que se possa viver por mais tempo e com mais qualidade.


Algumas sugestões podem ajudar os pacientes a ficarem saudáveis por maior período de tempo, como:

Fazer uma alimentação saudável

Ingerir frutas e vegetais frescos, grãos e proteínas, mantendo uma dieta equilibrada, ajudam a manter o paciente forte, garantindo mais energia para dar suporte ao sistema imunológico. Do

Mantenha as vacinas em dia  

A imunização pode prevenir infecções como pneumonia, gripe e outras doenças.

Não fume

Devido ao sistema imunológico enfraquecido, os pacientes estão mais susceptíveis a diversas doenças, inclusive as relacionadas aos pulmões. Então, se ainda fuma, é importante parar de fumar o quanto antes.

Aids na gestação

Durante a gestação, uma mulher com HIV positivo não vai necessariamente transmitir o vírus para o bebê. O risco fica maior durante o parto e depende da carga viral da paciente, se estiver muito alta o ideal é fazer uma cesárea.

É importante que durante toda a gestação a mulher seja medicada, mesmo que sua sua carga viral não exija tratamento. A mãe recebe um coquetel para reduzir a quantidade de vírus em seu organismo, o que diminui o risco de transmissão para o bebê.

Dúvidas frequentes sobre a AIDS

Há risco de contágio por HIV/Aids com objetos cortantes como aparelhos de barbear, brincos, alicates e piercings?

A contaminação da HIV/Aids através do contato entre sangue contaminado com a pele e mucosa oral é menor do que a exposição por injeção, por exemplo, porque há maior quantidade de células-alvo suscetíveis à infecção pelo HIV/Aids na corrente sanguínea. Além disso, na pele e na mucosa oral existem barreiras imunológicas e não-imunológicas que conferem um determinado grau de proteção, uma vez que estes lugares estão em permanente contato com o meio externo e com microorganismos.

O uso de agulhas e objetos perfurocortantes é um agente de contágio do HIV.

 

Mesmo com a ausência de ejaculação durante o ato sexual é possível ser infectado pelo vírus da Aids?

Sim. Há, também, a possibilidade de infecção pela secreção expelida antes da ejaculação ou pela secreção da vagina, por exemplo. Os fatores que aumentam o risco de transmissão do HIV/Aids, nesses casos, são: imunodeficiência avançada, relação anal receptiva, relação sexual durante a menstruação e presença de outras doenças sexualmente transmissíveis como cancro mole, sífilis e herpes genital.

Estudos mostram que não há evidências de transmissão do vírus da Aids pelo beijo. Para que houvesse possibilidade de transmissão, seria necessário que houvesse uma lesão grave de gengiva e sangramento na boca. O HIV pode ser encontrado na saliva, porém as substâncias encontradas nela são capazes de neutralizá-lo.

 

A prática do sexo oral sem proteção implica risco de infecção pelo HIV?

O risco de transmissão relacionado ao sexo oral é baixo. Contudo, oferece riscos maiores para quem pratica (ou seja, o parceiro ativo), dependendo fundamentalmente da carga viral (quantidade do vírus no sangue) do indivíduo infectado e se há presença de ferimentos na boca de quem pratica (gengivites, aftas, machucados causados pela escova de dente).

No entanto, durante a prática de sexo oral desprotegido, há o risco de se contrair herpes, uretrite, hepatite B, ou HPV, independente da sorologia do parceiro.

 

O que é janela imunológica?

É o tempo que o corpo demora para reconhecer a presença do HIV (ou qualquer outro vírus) na corrente sanguínea e, assim, começar a produzir anticorpos contra ele. E como os testes de diagnóstico buscam esses anticorpos na amostra de sangue colhida, se o exame for feito dentro deste período o resultado pode dar negativo mesmo que a pessoa já esteja infectada.

 

Qual a chance de me infectar se eu fizer sexo com alguém que tem HIV?

Poucos sabem, mas é muito mais difícil ser infectado pelo HIV através de um soropositivo do que com uma pessoa que tem sua sorologia desconhecida. Isso porque, graças ao tratamento, a carga viral de muitas pessoas que vivem com o vírus está indetectável, ou seja, com menos de 40 cópias de vírus por mililitro de sangue. Isso é insuficiente para que não haja o contágio pelo parceiro.

Para se ter uma ideia, se um soropositivo com carga viral indetectável há pelo menos um ano fizer o teste de HIV, o resultado tem muitas chances de ser negativo.

Estudos internacionais já mostraram que um soropositivo em tratamento e há seis meses com a carga viral suprimida tem 96% menos chances de transmitir o vírus durante o ato sexual.

 

Prevenção

A forma mais efetiva de se prevenir a aids é prevenindo a infecção pelo vírus HIV. Para se prevenir contra o HIV, o mais importante é usar sempre preservativo e não se colocar em situação de risco para a infecção pelo vírus, ou seja:

  • Faça sexo (vaginal, anal ou oral) sempre com proteção;
  • Não compartilhe agulhas e seringas;
  • Não reutilize objetos perfurocortantes no geral;
  • Em caso de violência sexual, comunique as autoridades o quanto antes e vá a um hospital, de preferência especializado, para que eles possam ministrar os remédios de profilaxia de infecção pelo HIV ou outras doenças sexualmente transmissíveis (DST).
  • Se você descobriu que tem o vírus, comunique o seu parceiro ou pessoas com as quais teve relações sexuais. Ele precisará fazer os testes, pois um diagnóstico precoce faz com que o tratamento seja muito mais efetivo. Além disso, eles precisam saber se estão com o vírus para que não acabem por infectar outras pessoas.

Se você já foi diagnosticado com HIV, para se prevenir a aids o mais importante é tomar todos os remédios conforme prescrição e siga todas as demais orientações médicas, além de procurar ter uma vida mais saudável, se alimentando bem, mantendo o peso compatível com a sua idade, sexo e altura.

PeRP: medicamentos para prevenção do HIV

A Organização Mundial de Saúde (OMS) fez em julho de 2014, a recomendação do uso de quimioprofilaxia através de uma combinação de antirretrovirais para tentar diminuir a transmissão do HIV entre os homens que fazem sexo com homens (HSH), transgêneros femininos, usuários de drogas injetáveis, profissionais do sexo e pessoas que estejam em privação de liberdade no sistema prisional.

A profilaxia é a combinação dos antirretrovirais Tenofovir e Emtricitabina em uma pílula única. Os pacientes submetidos a esse tratamento precisam tomar diariamente um comprimido da medicação, por tempo indeterminado.

Apesar de se mostrar eficaz na redução da contaminação pelo vírus HIV, outros métodos de profilaxia, como o uso de preservativo, devem ser sempre muito estimulados.

 

Conclusão

A transfusão de sangue também pode provocar o HIV, com menor frequência devido a triagem dos centros de transfusão.

 

Vimos que o HIV é um vírus que não tem cura e pode provocar a aids. é transmitido através de relações sexuais desprotegidas com pessoas contaminadas, por meio do compartilhamento de seringas e no pós parto.  

Hoje há tratamento para o HIV e para retardar o surgimento da aids em pessoas soropositivas, mas a proteção deve ser sempre um fator importante a se fazer.

Novos métodos de proteção estejam surgindo na luta contra o HIV. Ainda há muito a se fazer nesta questão, passando por educação sexual, políticas de saúde pública de prevenção eficazes e combate ao preconceito e discriminação.

Aproveite que estamos no mês de atenção à prevenção da AIDS e faça um teste rápido. A prevenção é a melhor forma de cuidar da sua saúde e ajudar a não espalhar o vírus por aí.

 

Na dúvida em qual profissional procurar para cuidar da sua saúde e se prevenir,  procure os profissionais da Cia da Consulta. Aqui você agenda e faz consultas com um clínico geral de forma rápida e prática para ficar longe dos incômodos da rinite.

 

Você conhece alguém que precisa se informar melhor sobre a prevenção e formas de contágio da AIDS/HIV? Então que tal compartilhar esse artigo com amigos e familiares em suas redes sociais? Além disso, veja estes outros 3 artigos com dicas para aumentar a qualidade de vida e cuidar da sua saúde.